De sede que não passa
Que não bastam
De madrugadas...
Que não se quer que se amanheçam
De dias longes...
Que não se permitam a existência
De todas as estações...
Vistas da sua janela
De todas as posições...
Dentre suas pernas
Em goles meus e teus
Entre toques teus e meus
Com esse gosto
De sede que não passa
De tardes...
Que não bastam

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